Arte 02.2005

9 Jan

 

Nem sempre estamos aptos para as escolhas

Consumidos em nosso universo limitado, vivemos em bolhas

E olha, com certeza este agora, guia nosso amanhã.

Em um simples mergulho, ou em um piscar de olhos

O agora vai se embora, e então já estamos de fora

E os dias correm, engolem as tardes, noites que germinam em madrugadas

E quando do nada destas madrugadas tudo vem a tona, nasce o medo

E se achavas que ainda era cedo para tanto desespero, não, com o medo o tempo foge

Confunde, mistura sonhos com verdade, realidade com anseios, taras com desejos…

E quando o orvalho toca as flores, o mesmo que um beijo de carinho no seu coração

Não, vem o sol forte, desperta, te revela que alem de sofrer e contar com a sorte,

Ávida, a vida e linda, ainda que deságua em morte.

E se achas que pela direção dos ventos, a posição das estrelas, ou o nascer deste sol forte vais conseguir se orientar, encontrar seu norte, desista, pois o que marca e fica é nada, nada além dos segredos tão escondidos dentro de você, que se estes mistérios se perdem para sempre,mais do que a vida e a morte, apenas arte.

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